Eu tenho um grande coração
Tão grande que nele mora um abismo
Um abismo que vive apertado
Um abismo profundo e escuro
Que abriga minhas tristezas, meus medos, minha agonia
Mas não é só isso que existe lá
Não são apenas as minhas tristezas que se vê
São as tristezas do mundo
Não sei por que, mas tem dias que me sinto quebrada
Sinto meu coração gelado, mas não gelado por não sentir amor, mas talvez por sentir demais
Amar demais é sofrer demais
Sofremos com a dor de quem amamos
Quem ama o mundo sofre a dor do mundo
Muitas vezes as lágrimas caem, em muitas outras já estão secas de tanto cair
Tem dias que a vontade de gritar é imensa
Em outros o meu medo a silencia
...
sexta-feira, 3 de julho de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
Minha estrada
Me deparo com símbolos diversas vezes
repetidos
mas não entendo
Deixo passar mas....
O que significam? Por que se repetem?
Dou voltas, círculos e mais círculos...Não percebo que retorno ao mesmo lugar
De repente uma flor
no caminho
uma sombra
pequeeeena
mas é sombra!
Então paro pra descansar [e pensar]
e enfim, olho pra trás
e enfim, vejo que na verdade
A sombra era luz
Uma luz que me faz ver que
NADA foi caminhado
Fico confusa
Até então a certeza de estar no caminho certo era crescente
Haviam vendas em meus olhos então?
Estava no caminho errado
Lembro-me de seu destino
E lembro que não é o que buscava
E lembro também que é justamente o que eu não desejava
Que diabos faço aqui então?
Não
Não é diabo, é Deus
É Deus que nos guia por caminhos tortuosos
Porém certos
Certos que mais parecem incertos
São atalhos
Estradas que precisamos cruzar
Esbarrando em flores e espinhos
Pra enfim encontrar a tão deseja morada
Portanto,
Permita-se experimentar diversos caminhos
Mas não se esqueça que no final apenas um poderá ser seguido
Permita-se ao erro
Mas não insista em seguir um caminho cujo destino não é qual se deseja chegar
Permita-se a mudança
Mas não se sinta fraco por desejar voltar atrás por perceber que essa não lhe encaixa
Siga
Apenas sigo
Por hora carrego duas certezas
A primeira é que uma estrada só vale a pena se seu destino for o esperado
A segunda, e mais importante, é que Deus sempre nos guia por caminhos certos, mesmo que a princípio não aparente,
E mesmo que este não seja o de seu destino final
Mas acredite
Ele sim, sempre sabe o que faz
Você está no caminho certo...
pra este momento
...mesmo que não pareça
----
Mais do que nunca, hoje quero ir em busca do MEU caminho
Ser guiada pelos meus intintos, meus talentos
Encontrar jardins floridos que inspirem os meus propósitos
Por tempos tive vendas em meus olhos
Mas as flores de diversos jardins me ajudaram a retira-lás
E dessas flores
Pra sempre em meu peito irei guardar o perfume
Obrigada
repetidos
mas não entendo
Deixo passar mas....
O que significam? Por que se repetem?
Dou voltas, círculos e mais círculos...Não percebo que retorno ao mesmo lugar
De repente uma flor
no caminho
uma sombra
pequeeeena
mas é sombra!
Então paro pra descansar [e pensar]
e enfim, olho pra trás
e enfim, vejo que na verdade
A sombra era luz
Uma luz que me faz ver que
NADA foi caminhado
Fico confusa
Até então a certeza de estar no caminho certo era crescente
Haviam vendas em meus olhos então?
Estava no caminho errado
Lembro-me de seu destino
E lembro que não é o que buscava
E lembro também que é justamente o que eu não desejava
Que diabos faço aqui então?
Não
Não é diabo, é Deus
É Deus que nos guia por caminhos tortuosos
Porém certos
Certos que mais parecem incertos
São atalhos
Estradas que precisamos cruzar
Esbarrando em flores e espinhos
Pra enfim encontrar a tão deseja morada
Portanto,
Permita-se experimentar diversos caminhos
Mas não se esqueça que no final apenas um poderá ser seguido
Permita-se ao erro
Mas não insista em seguir um caminho cujo destino não é qual se deseja chegar
Permita-se a mudança
Mas não se sinta fraco por desejar voltar atrás por perceber que essa não lhe encaixa
Siga
Apenas sigo
Por hora carrego duas certezas
A primeira é que uma estrada só vale a pena se seu destino for o esperado
A segunda, e mais importante, é que Deus sempre nos guia por caminhos certos, mesmo que a princípio não aparente,
E mesmo que este não seja o de seu destino final
Mas acredite
Ele sim, sempre sabe o que faz
Você está no caminho certo...
pra este momento
...mesmo que não pareça
----
Mais do que nunca, hoje quero ir em busca do MEU caminho
Ser guiada pelos meus intintos, meus talentos
Encontrar jardins floridos que inspirem os meus propósitos
Por tempos tive vendas em meus olhos
Mas as flores de diversos jardins me ajudaram a retira-lás
E dessas flores
Pra sempre em meu peito irei guardar o perfume
Obrigada
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Coceira na cabeça
São as minhocas
Atrapalhadas
Inseguras
Querem tudo e não querem nada
Nada...
"eu não sou nada"
Isso tem duplo sentido, só não sei em qual me encaixo
Não tem um terceiro?
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Where is the LOVE???
Tanta coisa que se vê
Tanta coisa que se escutaÉ tanta barbaridade
Que eu não me conformo e nem quero conformarQueria apenas uma esperança
Um sinal que me digaQue ainda exista amor no coração das crianças
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Caixinha da infância
Que difícil é crescer
Difícil olhar e ver
olhar e ver tudo o que já passou
Tudo o que mudou
que mudou e vai mudar
que passou e não vai voltar...
Sorrisos, abraços, queridos, espaços
ocupados
na saudade que invade
de repente
uma música
uma foto
um verso
o universo
O universo de lembranças que ficaram na infância
querida
esquecida
adormecida
Que ressurge com um beijo
e no estalo desse beijo todo o filme é passado
e recordado
e chorado
e abraçado
e apertado...
de volta,
novamente,
Pra caixinha de lembranças que ficaram da infância
Difícil olhar e ver
olhar e ver tudo o que já passou
Tudo o que mudou
que mudou e vai mudar
que passou e não vai voltar...
Sorrisos, abraços, queridos, espaços
ocupados
na saudade que invade
de repente
uma música
uma foto
um verso
o universo
O universo de lembranças que ficaram na infância
querida
esquecida
adormecida
Que ressurge com um beijo
e no estalo desse beijo todo o filme é passado
e recordado
e chorado
e abraçado
e apertado...
de volta,
novamente,
Pra caixinha de lembranças que ficaram da infância
Laila Gama
Nossos caminhos
Com quantos caminhos se faz uma estrada?
Com quantos amigos se faz uma vida?
Com quantos caminhos se encontra um amigo?
Com quantos amigos se perde o caminho?
Caminho...
Caminhos
Caminho que se seguiu junto e um dia se separa
como se formando um "Vê"
de verdade
de saudade
mas Vê não é de saudade!
"Ésse" é de saudade
Saudade tortuosa
como o caminho que se segue, sozinho...
ou não
...
Quem sabe um dia
o meu e o seu caminho
possam se encontrar
e matar um pouquinho da saudade que ficou
e deixar um pouquinho
do meu coração no seu
do seu coração no meu
Mas pra depois se cortar em dois
E seguir novamente
mas que de repente
o feijão sem o arroz
Com quantos amigos se faz uma vida?
Com quantos caminhos se encontra um amigo?
Com quantos amigos se perde o caminho?
Caminho...
Caminhos
Caminho que se seguiu junto e um dia se separa
como se formando um "Vê"
de verdade
de saudade
mas Vê não é de saudade!
"Ésse" é de saudade
Saudade tortuosa
como o caminho que se segue, sozinho...
ou não
...
Quem sabe um dia
o meu e o seu caminho
possam se encontrar
e matar um pouquinho da saudade que ficou
e deixar um pouquinho
do meu coração no seu
do seu coração no meu
Mas pra depois se cortar em dois
E seguir novamente
mas que de repente
o feijão sem o arroz
Laila Gama
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Apenas a primeira fábula
Este texto é o resultado de uma atividade orientada pelo professor João D'Olyveira, na aula de Literatura dramática e texto teatral.
Com base num exercício de "blablação" feito em sala de aula, o professor pediu aos alunos que cada um escrevesse a fábula representada, sem que essa fosse mostrada aos colegas para então ser lida na aula seguinte para todos.
Em uma luminosa manhã de primavera Ferradura, um pangaré muito brincalhão; Justine, a gata vaidosa e mimada, e Sofia, uma porquinha doce e cativante; ambos habitantes da fazenda Raio de Sol, conversavam próximo ao chiqueiro de Sofia.
- Vocês já repararam como as flores estão lindas e cheirosas este ano? Diz Sofia, encantada.
- Aaatchim! espirra Justine. Vi sim! Alias, não vi, senti. É só a primavera chegar que logo começo a espirrar! E meus pêlos então!? Vão ficando ralos, por pouco não fiquei despelada ano passado...
- Ora miau! diz Ferradura, com um sorriso no rosto. Mas ocê é muito dondoca memô hein! Recramando da primavera sô! Ela é tão generosa pra nóis! Não faz muito frio, nem muito calor; deixa tudo cheroso e ainda faz umas belezura de frôr pro zóio da gente enxerga sô! E além do mais... Aaai!
Ferradura ao sentir uma picada nas costas esbraveja com Justine.
-Credo Justine! Eu tava só brincando com ocê, não precisa me espetar!
A gatinha assustada tenta se explicar, mas ao mesmo tempo sente-se injustiçada pelo amigo que a acusou sem motivos e iniciam uma discussão. Sofia tenta apartar a briga, mas não tem sucesso. Os dois mal escutam o que a porquinha tem a dizer.
-AAiii!!! Grita Justine, virando-se para a porquinha ao sentir uma picada.
-Sofia! Agora você vai defender o Ferradura me espetando também é!? acusa a gata. Você sabe muito bem que tenho alergia e você também viu que não fui eu que...
-Aiii! Grita Sofia, também ao sentir uma picada.
Nesse instante todos se espantam ao perceber que nenhum dos três poderiam ter espetado Sofia, afinal estavam se olhando. Então, no silêncio do espanto, ouve-se um “zum zum zum”.
Era Be, uma abelhinha muito atrapalhada que vivia arrumando confusões por onde voava. E ao ser descoberta a abelhinha fica sem graça e tenta se explicar. Porém os ânimos estavam exaltados e ignorando tudo que foi dito por Be os três começam a persegui-la, fulos da vida.
Dona Matilda, uma borboleta muito sabia e bondosa que observara tudo de longe, sentiu-se com pena de Be e foi tentar ajudar a pobre abelhinha. A beleza de Matilda era tanta que, ao se aproximar da confusão, batendo suas asas freneticamente, todos pararam para admira-la. Dona borboleta então, muito astuta aproveitou-se do silêncio para apaziguar a briga, e para isso não se fez necessário o uso de uma palavra sequer, pois seu coração era tão puro que inspirava amor por simples olhar. E assim fez, os quatro corações amoleceram e Be pode se explicar calmamente.
A coitadinha tinha se esquecido das aulas de flores proibidas, e acabou se enfastiando com o néctar de uma Papoula, uma flor encantadora, mas que possui efeitos soníferos. O que deixou a abelhinha, que já era atrapalhada, tontinha, tontinha. E por isso acabou espetando sem querer os três amigos.
Depois de se explicar a abelhinha foi pedir desculpas aos três.
Sofia, foi a primeira, recuou-se um pouquinho com medo de levar outra ferroada, mas logo se convenceu e desculpou Be.
Justine a mais desconfiada de todos também recuou, disse que até podia desculpá-la mas que isso não deveria mais acontecer e “blá blá blá”... começo a tagarelar.
Dona borboleta a olhou recriminando sua atitude, afinal, a abelhinha já tinha se explicado e estava arrependida pela confusão que causara. Não haveria mais necessidade de sermão.
Meio que de contragosto a gata desculpa a atrapalhada.
Ferradura olhou para as duas amigas e ao receber um sinal de aprovação de ambas, não pensou mais vezes e foi logo desculpando a abelhinha com um sorriso de mostrar todos os dentes.
Dona Matilda, então satisfeita com o final feliz se despede apenas com um sorriso. Voa longe para alegrar outros olhos com seu amor.
Be se da conta que esta atrasada para o jantar e se despede dos novos amigos. Que por sua vez se entreolham, e transbordando o amor que a borboleta deixara, simplesmente se abraçam, e se desculpam com um olhar, sem que seja necessário dizer uma só palavra.
Laila Gama
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